segunda-feira, 21 de outubro de 2019

21/10/2019 - Dia 8

Hoje de manhã, não fui à clínica; era dia de perícia no INSS. Representantes de advogados na entrada do prédio; filas, apesar do horário estar marcado - muita gente requerendo o benefício; seguranças que não levam desaforo para casa; cidadãos inconformados lutando por seus direitos; muletas, cadeiras de rodas, bengalas.

Estava receosa em ser atendida por algum médico seco e desconfiado, ainda mais que não existe exame de imagem, sangue, etc. que comprove a doença. O diagnóstico é apenas clínico, e o perito, com o relatório em mãos, tem que acreditar no colega que o emitiu e na pessoa que está enferma. Graças a Deus, fui atendida por uma médica muito gentil, que se solidarizou com meu problema e me concedeu o benefício.

Cheguei ao HD a tempo de almoçar. Notei que algumas pessoas faltaram... Engraçado como a gente se apega e sente falta das pessoas.

Segunda é dia de atelier na TO. Optei pelo tear, que eu nunca tinha usado; quem me ensinou a manejar a tábua retangular vazada no meio e cravejada com duas fileiras paralelas de pregos foi meu amigo escritor! Pacientemente, foi me mostrando como passar a lã pelos pregos, para depois retirar o ponto com uma agulha própria ou de crochê. É bem gostoso e calmante tecer; estou fazendo um cachecol verde mescla, mas acho que amanhã vou desmanchar tudo e começar de novo... É que, como boa marinheira de primeira viagem, pulei alguns pontos, deu nó na linha e estão bem claros os defeitos... Mas tudo bem, porque o objetivo da atividade é terapêutico, não artístico!


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