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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

21/11/2019 - Dia 22


De manhã assistimos ao filme "Miracle Run - Uma Viagem Inesperada":


É sobre uma mãe solteira de gêmeos fraternos autistas, e sua luta para que tivessem uma vida a mais normal possível. Ela tem muita paciência e sobretudo muito amor, e exerce papel fundamental na rotina dos filhos. Ao término, discutimos o assunto; a conversa foi boa, eu me identifiquei por ter autistas na família.

Senti-me mal hoje. Creio que a comida do hospital não está me fazendo bem, pois desde que entrei no HD tenho problemas de digestão semana sim, semana não. A comida é bem preparada, mas tenho a impressão de que os ingredientes não são de primeira. Não sou a única; uma colega que entrou junto comigo também já ficou doente várias vezes. Acho que vou falar com a equipe de enfermagem, para que investiguem junto à empresa terceirizada que fornece a alimentação.

À tarde, na TO, fizemos lembrancinhas de feltro com motivos natalinos, para serem distribuídas durante a festa de Natal, na brincadeira de Amigo Secreto. Dá um pouquinho de trabalho, mas é gostoso e fica bem bonitinho, especialmente se o feltro é costurado com um tipo de ponto que fica à mostra, que a terapeuta me ensinou a fazer.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

29/10/2019 - Dia 14

Pela manhã, tivemos uma atividade diferente (para mim): a confecção da HD Mix, a revista do hospital. É assim: cada um escolhe o tema que quiser e folheia as revista em busca de imagens correspondentes; em seguida, recorta e cola as fotos em folhas de A3, de A4 ou de flip chart (aquele cavalete de madeira que tem um suporte para fixação de papel na parte superior, muito utilizado em cursos e apresentações), escreve e decora como desejar e depois fala sobre sua ideia. Foi interessante, percebem-se muitos dotes artísticos nessas oficinas.

Durante a atividade, fui chamada pela técnica em enfermagem para ir à minha consulta semanal. O psiquiatra ficou feliz em ver que estou melhor e me deu parabéns pela visível evolução. Disse que, mais para frente, vai verificar a possibilidade de me conceder uma redução (que é a retirada de um dia de tratamento na semana. Por exemplo: algumas pessoas têm redução às segundas-feiras, e então não precisam ir ao HD nesse dia). Só espero, muito, que o médico não resolva me deixar no hospital até janeiro, que é quando se encerra meu benefício no INSS; quero ter alta antes, para poder fazer outras coisas antes de voltar a trabalhar. Mas... o mais importante é eu estar bem, não importa quanto tempo isso vai levar. Não é bom ter pressa, em se tratando de saúde.

Hoje entrou uma nova colega na clínica; entretanto, alguns pacientes comentaram que ela havia dito que não ficaria internada lá de jeito nenhum, que tinha obrigações e precisava voltar a elas. E, de fato, após o almoço ela foi conversar com o psiquiatra, faltou de seu desejo e não teve como convencê-la do contrário; o médico lhe deu alta e ela nem iniciou um projeto de artesanato na terapia ocupacional. É engraçado como ficamos chateados com essas coisas... Sabemos que o HD poderia ajudá-la a melhorar, seja qual for seu transtorno e, ao virmos sua desistência, ficamos tristes por ela não ter dado uma chance a si mesma.

Na hora do almoço, colegas presenciaram uma discussão entre dois outros pacientes; o desentendimento foi devido ao lugar na fila para ser servido. Cada um clamava pela dianteira, até que um deles deu um basta e assumiu a posição que julgava ser sua, e foi o primeiro a almoçar. Nota-se que é comum no HD alguns internos brigarem por posse de coisas simples, como o controle da televisão, determinada poltrona, etc. Acredito que faça parte das características de certos transtornos (TOC, por exemplo), mas sendo doença ou não, essas histórias já geraram até suspensões de pacientes.